Ficamos cegos de amor, quando enxergamos o necessário para amar

Às vezes a gente se apega e nem é por conta da beleza é mais pelo jeito de nos tratar, pela força da delicadeza. Também pelo fato de expressar inteligência e por ser uma pessoa simpática e carismática com freqüência. Nós enxergamos o quanto aquele coração é bondoso e é por esse tipo de pessoa que se entregar dá gosto. Bate aquela vontade de andar de mãos dadas e de namorar num banco qualquer de uma praça. Em ter aquele prazer de apresentar a todos os amigos e saber que você terá aquela pessoa com você em qualquer momento difícil. Alguém que está com boas intenções e que em público, sentimentos por nós expõe. Ao ponto de provar para nós, que nem tudo que é belo podemos visar. E é por esse e outros motivos, que “ficamos cegos de amor, quando enxergamos o necessário para amar”.

Pare de me entender

Para de ser tão sensacional. Porque tudo que eu tenho pra oferecer é essa inquietude e um mau-humor matinal terrível. Pare de ser essa criatura docemente gentil enquanto eu me ocupo com minhas crises pessoais que me estraçalham de vez em quando e te levam junto. Pare de escrever poesia com esses seus olhos lindos, quando tudo que eu tenho são palavras amargas e viscerais. Não me dê mais beijos enquanto eu reclamo de você, de mim, de nós. Pare com esse sorriso de menino enquanto eu devaneio nessa minha “adultice” fajuta. Não me diga mais que eu sou incrível e que te faço feliz. Cada gesto sublime seu significa uma oportunidade de eu me convencer do quanto eu nunca faço nada pra merecer. Pare de ser certeza no meio do meu oceano de dúvidas, pare de ser música nesse meu silêncio sepulcral, deixe de lado essa tolerância que parece que não termina nunca. Pare de me impulsionar pros meus sonhos enquanto eu não faço a menor ideia do que fazer para apoiar os seus. Pare de ser essa atenção enquanto eu me distraio. Você sabe tanto sobre como fazer dar certo e eu sou campeã em fazer tudo errado. Pare de me esfregar a tua nobreza na cara enquanto eu aprimoro as minhas paranóias. Todos os dias eu penso que você vai acordar e buscar alguém que saiba te amar melhor do que eu. Pior ainda: Encontrar este alguém. E eu vou continuar aqui, mentindo pra mim mesma que eu não ligo porque eu não ligo pra nada, enquanto me torturo com essa minha mania de ser tão boa em ser tão ruim. Pare de pensar tanto em mim enquanto o meu egoísmo te engole. Pare de me perdoar e me compreender, pois, puta que o pariu, até eu já sei que não mereço. Pare de aprender tanto sobre o amor a cada erro meu, enquanto eu continuo me calejando feito um cupim de estaca e não aprendo nunca. Só aprendo a dizer que aprendi a errar outra vez, então, pare de dizer que acredita que “dessa vez vai ser diferente”. Que droga, não vai. Eu sou tão boa em tentar, mas isso é tão pouco. Pare de me entender quando nem eu mesma consigo e de me achar normal enquanto eu me espanto com tamanha estranheza. Grita, reage, some. Não seja esse alguém que sempre fica depois de uma explosão e limpa os destroços com tanta dedicação. Me mostra que eu não posso ser tão difícil assim. Não me desculpe por sempre me desculpar. Leva esse coração enorme pra alguém que saiba caber, porque, eu sinto muito… Eu só sei transbordar.

Nós nem sempre ficamos com os amores de nossas vidas (E isso é normal)

Eu acredito em grande amor. Mas falo e namoro como se não acreditasse. Eu não tenho expectativas fúteis para romance. Eu não estou à espera de sentir aquela sensação estranha de flutuar novamente. Eu sou um daqueles indivíduos raros, talvez um pouco cansados que realmente gosta de cultura de conexão e é feliz por viver em uma época em que a monogamia não é necessariamente a norma. Mas eu acredito em grande amor, porque já tive um. Eu tive esse amor que tudo consome. O amor do tipo “eu não posso acreditar que isso existe no mundo físico.” O tipo de amor que irrompe em um incêndio incontrolável e então se torna brasa que queima em silêncio, confortavelmente, durante anos. O tipo de amor que escreve romances e sinfonias. O tipo de amor que ensina mais do que você pensou que poderia aprender, e dá de volta infinitamente mais do que recebe. É amor do tipo “amor de sua vida”. E acredito que funciona assim: Se você tiver sorte, conhecerá o amor de sua vida. Você estará com ele, aprenderá com ele, dará tudo de si mesmo a ele e permitirá que a sua influência te mude em medidas insondáveis. É uma experiência como nenhuma. Mas aqui está o que os contos de fadas não vão te dizer – às vezes encontramos os amores de nossas vidas, mas não conseguimos mantê-los. Nós não chegamos a nos casar com eles, nem passar anos ao lado deles, nem seguraremos suas mãos em seus leitos de morte depois de uma vida bem vivida juntos. Nós nem sempre conseguimos ficar com os amores de nossas vidas, porque no mundo real, o amor não conquista tudo. Ele não resolve as diferenças irreparáveis, não triunfa sobre a doença, ele não preenche fendas religiosas e nem nos salva de nós mesmos quando estamos perdidos. Nós nem sempre chegamos a ficar com os amores de nossas vidas, porque às vezes o amor não é tudo o que existe. Às vezes você quer uma casa em um pequeno país com três filhos e ele quer uma carreira movimentada na cidade. Às vezes você tem um mundo inteiro para explorar e tem medo de se aventurar fora de seu quintal. Às vezes você tem sonhos maiores do que os do outro. Às vezes, a maior atitude de amor que você pode possivelmente tomar é deixar o outro ir. Outras vezes, você não tem escolha. Mas aqui está outra coisa que não vão te falar sobre encontrar o amor da sua vida: Terminar com ele não desqualifica o seu significado. Algumas pessoas podem te amar mais em um ano do que outras poderiam te amar em cinquenta anos. Algumas pessoas podem ensinar-lhe mais em um único dia do que outras durante toda a sua vida. Algumas pessoas entram em nossas vidas apenas por um determinado período de tempo, mas causam um impacto que mais ninguém pode igualar ou substituir. E quem somos nós para chamar essas pessoas de algo que não seja “amores de nossas vidas”? Quem somos nós para minimizar a sua importância, para reescrever suas memórias, para alterar as formas em que nos mudaram para melhor, simplesmente porque nossos caminhos divergiram? Quem somos nós para decidir que precisamos desesperadamente substituí-los – encontrar um amor maior, melhor, mais forte, mais apaixonado que pode durar por toda a vida? Talvez nós apenas deveríamos ser gratos por encontrarmos essas pessoas em tudo. Por termos chegado a amá-las. Por termos aprendido com elas. Por nossas vidas terem expandido e florescido como resultado de tê-las conhecido. Encontrar e deixar o amor de sua vida não tem que ser a tragédia de sua vida. Deixá-lo pode ser a sua maior bênção. Afinal, algumas pessoas nunca chegam a encontrá-lo.

GRATIDÃO!

 

Frase do dia 

Já fui esquecida por muita gente, eu sei. Sou lembrada por outras que sequer imagino. Mas, o que me faz caminhar são aquelas que me ajudam a encontrar respostas. Respostas que talvez eu não encontre nunca. Mas que não desistem, por mais que desacreditem da minha insistência. São essas pessoas que levo comigo. São elas que me têm.

O que é que ele tem?

Mas afinal, o que é que ele tem? Com esse jeans surrado, uma cara de poucos amigos que se desfaz no primeiro sorriso – aquele que quebra rochas – e um palavreado quase juvenil que as vezes surpreende, ele apareceu. Não bateu na porta, mas com o atrevimento que lhe é peculiar, adentrou. Sentou, tirou o chinelo e colocou os pés em cima da mesinha de centro da sala. Que papelão: Me deixar paralisar por um garoto, tão mais homem que tantos homens de 30 e poucos anos, com uma pureza de criança que contrasta com uma malícia que ele carrega no canto da boca. E quando ele sorri que o mundo desaba. Algumas amigas me indagam: “O que é que esse carinha tem, hein?”, e eu respondo que não sei, completamente desarmada. Eu cheia de teorias, eu cheia de ideias, eu que tenho a resposta na ponta da língua pra perguntas que ainda nem me foram feitas, sucumbi. Eu não sei como me deixei encantar de forma tão estúpida e avassaladora. Eu que a cada vez que ele me toca, antecipo os fogos do réveillon dentro de mim, apesar do coração pulsar no ritmo da bateria da mangueira e o prédio inteiro parece tremer no balanço dos nossos quadris.
Bem se sabe que o amor não tem lógica, nem sentido, só faz sentir. Sabe aquela música que fez Renato Russo balançar multidões? Não existe razão pras coisas feitas pelo coração mesmo, e quem balança agora, sou eu. Chego a ter sonhos indecentes com toda a falta de coerência, faço poesia com teus sons, faço cena com nosso ciúme, flerto com a tua lembrança e faço amor com a tua presença, sempre como se fosse a última vez e sempre com o gosto e a estranheza da novidade. Esse sentimento é uma confusão boa, uma bagunça sadia. O que é que ele tem que fez ninar minha vontade de chegar com o sol junto de amigas embriagadas e noites fantásticas e acendeu em mim o mais doce desejo de dormir entrelaçando coxas e despertar com cuidado pra não acorda-lo? O que é que ele tem que quando deixa minha cabeça cessar naquele colo me faz ter vontade de parar o tempo? O que é que ele tem que me faz sentir patética, que me dá frio na barriga ao olhar o whatsapp, que me permite ser tão piegas, que me faz ouvir música lenta e tomar vinho com formigamento no peito? Não sei, mas pra me consolar eu lembro que perguntei pra ele porque que ele demorava tanto aqueles olhos nos meus e ele disse não ter respostas pras minhas perguntas, então ficamos juntos, permanecemos aqui, constantemente apaixonados nessa dúvida, nesse doce não saber. Vai ver o amor é isso: Uma dúvida confortável, uma certeza inquietante, uma falta de sentido cheio de sensações, uma perda de sensatez completamente lúcida, uma loucura repleta de mansidão. Um monte de clichês que nunca parecem traduzir o que exatamente se sente. Um grito que silencia a casa, uma cantoria no chuveiro, um tanto que não me cabe e me transborda. A próxima vez que me perguntarem o que é que ele tem eu respondo sem pudor que não sei, que não me interessa saber, porque sentimento não precisa de perguntas, respostas ou razões. Sentir é o suficiente.

Acredito no amor de verdade

isso

Todas as pessoas que conheço acreditam que a melhor fórmula para viver um grande amor é se darem por satisfeitas de que se uma história, por qualquer motivo que seja, chegar ao fim, existem sete bilhões de outras pessoas no mundo esperando para viverem um novo grande amor. Comigo, essa hipótese nunca funcionou. Eu ainda acredito, apesar das rasteiras que a vida me deu, em almas gêmeas e pessoas que nasceram para ficarem juntas. Confesso que já comi o pão que o diabo amassou quando o assunto é relacionamento. Já amei demais, já recebi amor de menos. Já me doei e recebi quase nada em troca. Já saltei do precipício dos apaixonados e caí de cabeça no fundo falso de um relacionamento que era feito miragem – de longe, parecia um oásis. De perto, era seco e duro como o chão que me recebeu em queda de braços abertos. Mesmo diante de todos os meus inegáveis finais infelizes, nunca abri mão da parcela do meu coração que persiste em acreditar no amor meio conto de fadas. No amor que é mágico, que é lindo, que tem um sentimento enorme de pertencimento e de comunhão. Acredito veementemente que cada ser apaixonado nasce com metade de um coração e passa a vida inteira buscando outra que lhe complete. Que transforme as duas metades num único corpo, para depois disso, viverem uma só vida. Um só amor. Mas me diga você que, talvez, também acredita que é possível achar outra metade dentre bilhares de metades que existem por aí: Como viver tentando achar o sapatinho de cristal de uma Cinderela que talvez não exista? É como passar a vida toda com uma penca de chaves na mão, enfiando-as em todas as fechaduras, rezando para que sirva em alguma delas. Confesso que não é fácil acreditar no amor nos dias que se seguem. A realidade é um convite irrevogável a destruir tudo que a gente cultiva de mais precioso – a fantasia. O amor. Quando a gente se depara como um amor real, todas as nossas expectativas de viver um conto de fadas meio que são dissipadas, dispersadas, meio que não cabem ali, naquela história. Mas eu ainda acredito no amor de verdade. Ainda acredito em almas gêmeas e em pessoas que nasceram para ficarem juntas. E mesmo que tudo dê errado para mim de novo, mesmo que eu volte a provar do sabor amargo do pão que o diabo amassou, ainda assim, vou continuar testando chaves e fechaduras. Ainda vou continuar enfiando o sapatinho de cristal em todos os pés que me parecerem convidativos. O amor existe. Eu sei. Eu sinto. Ele é real. Ainda que existam sete bilhões de outras pessoas no mundo, tenho certeza absoluta de que alguém, por mais distante e difícil de se encontrar que seja, também tem esta mesma sensação. Quem sabe, talvez, ainda que demore ou que já tenha chegado essa hora, a gente possa se encontrar e oferecer um ao outro, metade de cada coração para vivermos juntos uma só vida. Um só amor.

Como eu te quero ainda não tem nome

Há um tipo de querer que vicia. Aquele que te faz pensar na pessoa e faltar o ar. E que te devolve todo o fôlego ao imaginar que poderia correr uma maratona só para encontrá-la naquela hora. Um misto de querer enterrar a cara no rosto e morder a palma da mão com ficar inquieto buscando algo para arrefecer a loucura – inutilmente. Só a presença faria alguma diferença. É um querer que te estrangula o peito e traz na boca um gosto doce do que foi beijado – tudo na pessoa que já foi, mas que logo se transforma no amargor da vontade que não pode ser saciada. É uma merda. Pensa só naquilo que você mais quer no momento combinado com aquilo que você mais deseja por um longo tempo. Já se sabe que não é algo passageiro, mas que também se quer imediatamente. Esse querer, meu bem, é o que me sai pelos poros e não desocupa o coração. É o paradoxo de continuar crescendo, mesmo não tendo mais cabimento em mim. É o querer de estar perto, sentir o toque, ouvir a risada e suar no calor. É quase exatamente isso que eu sinto por você.

Porque não adianta apenas dizer que é uma vontade; como eu te quero ainda não tem nome.

Frase do dia

Frase do dia

Querer ficar quietinha e sozinha não significa que estou deixando você para escanteio. É que, às vezes, o coração se sente tão exausto e implora por calmaria. Não há vontade de contar detalhe por detalhe o que tenho sentido, apenas a necessidade de tirar a armadura e descansar. Não me leve a mal, mas o meu silêncio apenas Deus é capaz de compreender. 

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